Inteligência Artificial e Políticas Editoriais de revistas científicas
- Publicado
- Servidor
- Zenodo
- DOI
- 10.5281/zenodo.17298029
[293]
O objetivo deste estudo é apresentar o mapeamento das políticas editoriais de revistas científicas brasileiras em acesso aberto e editoras internacionais, a partir das instruções fornecidas aos autores sobre o uso de Inteligência Artificial na condução de pesquisas e na elaboração de artigos. Pretendeu-se observar as instruções aos autores em revistas das áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Ciências da Saúde, indexadas na base SciELO Brasil; e verificar as diferenças das orientações de editoras científicas internacionais de impacto global. Metodologia: Uma pesquisa desenvolvida uma abordagem quantitativa e qualitativa, sendo exploratória quanto aos objetivos e documental quanto aos procedimentos. Foi dividido em duas fases: a primeira consistiu na análise das políticas editoriais de revistas científicas brasileiras. Para esta fase, uma coleta de dados foi realizada em outubro de 2024, analisando 148 revistas da SciELO que mencionam alguma diretriz sobre IA (62 em Ciências Humanas, 56 em Saúde e 30 em Ciências Sociais Aplicadas). O quadro de análise foi composto por oito categorias de uso de IA generativa, norteadas pelos Guias da Rede SciELO e diretrizes do COPE. A segunda fase foi selecionada para análise das diretrizes sobre IA de cinco grandes editoras internacionais líderes na publicação científica global: Elsevier, Taylor & Francis, Springer Nature, Sage e Wiley. Conclusão: O estudo destaca a necessidade urgente de diretrizes claras e padronizadas para as políticas editoriais brasileiras, promovendo práticas éticas e acompanhando a evolução tecnológica da IA no meio acadêmico. Embora as revistas nacionais priorizem referências a revistas médicas gerais (SciELO e COPE), editoras internacionais (como Elsevier e Springer Nature) já desabilitam maior transparência e obrigação de uso de IA nos manuscritos. O modelo de maior padronização das editoras internacionais e as recomendações de entidades como o COPE e a Rede SciELO podem servir de guia para o aprimoramento das políticas brasileiras, garantindo a integridade, a confiabilidade e a transparência da publicação científica.
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Versão revisada, após avaliação por pares, do resumo expandido apresentado no 2º Congresso Iberoamericano de Ciência Aberta, realizado de 25 a 27 de novembro de 2025, de forma híbrida, com sede presencial em Quito, Equador. Todas as solicitações foram atendidas, e os identificadores das revisões solicitadas encontram-se nas obras relacionadas, conforme indicado nos metadados.