Impacto da pandemia de COVID-19 na insegurança alimentar no Brasil: Construção de um modelo teórico hipotético-dedutivo
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.8934
O artigo aborda o retorno do Brasil ao Mapa da Fome em 2022 durante a pandemia de COVID-19. Após políticas públicas em 2014-2015, a insegurança alimentar piorou a partir de 2016, intensificando-se na pandemia. A desigualdade social, desemprego, informalidade e mudanças familiares contribuíram para o agravamento. A pesquisa utilizou modelos hipotético-dedutivos, baseados em dois inquéritos nacionais e estudos regionais. O processo envolveu formulação de hipóteses, revisão da literatura, dedução de previsões e identificação de variáveis. Duas hipóteses gerais foram formuladas, relacionando a pandemia agravando desigualdades e introduzindo novas variáveis sociodemográficas. Foram identificadas variáveis contextuais e mecanismos de impacto da pandemia. As consequências contextuais e individuais incluem insegurança alimentar, impacto na saúde e ampliação das desigualdades. A interseção entre insegurança alimentar e desigualdades sociais destaca a necessidade de políticas públicas abrangentes. O aumento da insegurança alimentar durante a pandemia teve implicações significativas e exigirá abordagem sustentável a longo prazo. O modelo teórico proposto, representado por um DAG, aponta caminhos e relações causais entre eventos, destacando a complexidade do cenário. O estudo conclui que, além das tendências anteriores à pandemia, a emergência sanitária introduziu variáveis cruciais para o entendimento da insegurança alimentar no Brasil. O modelo teórico hipotético-dedutivo oferece uma compreensão mais precisa das causas e efeitos da pandemia.