FORMAÇÃO MORAL E CONSTITUIÇÃO DA SOCIABILIDADE NO EMÍLIO DE ROUSSEAU: A EDUCAÇÃO DAS PAIXÕES
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.7794
Jean-Jacques Rousseau foi um importante filósofo iluminista que se dedicou a pensar não só a sociedade do século XVIII e o modo como viviam os homens, escravos uns dos outros e de suas próprias paixões, mas que também se debruçou a pensar a natureza, a condição humana e a educação. Tendo como base o estudo do Segundo Discurso e do Livro IV do Emílio ou da educação, o presente artigo pretende analisar a possibilidade da formação virtuosa das paixões no pensamento educacional de Rousseau. A metodologia consiste em estudos de bibliografia das obras de do filósofo genebrino e outros especialistas. A hipótese é de que a gênese da sociabilidade e o modelo antropológico apresentados no Segundo Discurso, o escrito político-filosófico, servem como quadro para se pensar, na obra pedagógica, a educação moral do menino Emílio e a constituição de uma sociabilidade agregadora pela educação do amor-próprio para seu lado positivo de maneira conjugada à piedade.