Invisibilidade nas ruas de São Paulo: hist´orias, violência, migração e censo da população em situação de rua
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.18027
Este artigo traz uma reflexão sobre as histórias de violências contra a população indígena em situação de rua na cidade de São Paulo a partir da cartilha do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) de 2025. Diante do chamado “vazio censitário” e da invisibilidade das pessoas indígenas nas ruas da capital em vários censos da população em situação de rua já realizados: acompanhei em meu estágio pós-doutoral (FSP-USP, Procad/Capes) as ações do Ministério Público Federal (MPF) junto aos assistentes sociais e técnicos da SMADs (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social). Foram pedidas explanações ao poder público municipal pelo MPF a respeito da organização administrativa e do planejamento desta secretaria em relação aos atendimentos e cuidados dispensados ou não à população em situação de rua, especialmente a indígena. Um dos focos principais foi a respeito da preparação logística e metodológica do Censo Pop. Rua (2026) dos recenseadores do Instituto Qualitest para a coleta de dados/informações junto às pessoas indígenas, que não se autodeclararam indígenas por medo de represálias, preconceitos e violência racial. Por último, são colocados os desafios de um censo de uma população invisibilizada não domiciliada ou em ocupações, com mobilidade extrema, com sérios sofrimentos psíquicos advindos dos riscos e vulnerabilidade extrema das ruas a serem pesquisadas no I Censo da População de Rua do Brasil a ser realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).