Maternidade e permanência no ensino superior: coletivos materno-universitários e a produção de pertencimento em universidades brasileiras
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.17769
Nas últimas décadas, a ampliação do acesso ao ensino superior brasileiro incorporou grupos historicamente excluídos, entre eles mulheres de diferentes origens sociais e raciais (Heringer; Carreira, 2023). Entretanto, a democratização do acesso não foi acompanhada pela democratização das condições de permanência. Entre as estudantes que vivenciam de forma mais intensa essa contradição estão as mães universitárias, frequentemente submetidas à ausência de políticas institucionais adequadas, insuficiência de infraestrutura de cuidado e recorrentes formas de violência simbólica (Moura, 2024; 2026). Partindo dessa problemática, o artigo investiga como os coletivos materno-universitários emergem como resposta às desigualdades institucionais enfrentadas por mães estudantes. Argumenta-se que esses coletivos constituem espaços de apoio, reconhecimento, pertencimento e saber universitário, atuando diante das limitações das políticas de permanência e dos obstáculos encontrados por mães universitárias.