Mulheres modernistas da influência à parceria: o caso de Lucy Citti Ferreira
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.17721
Mulheres artistas ligadas ao modernismo têm sido lidas através de discursos que reconhecem, em primeiro plano, seus colegas e parceiros homens, legando a elas, muitas vezes, posições secundárias. Diante disso, este trabalho discute e problematiza a categoria de “influência” utilizada para descrever a obra e a trajetória de artistas mulheres em relações de compartilhamento criativo. Para tanto, tomamos como base o caso da pintora Lucy Citti Ferreira. Analisaremos uma crítica realizada em 1937 a respeito de sua participação no 1º Salão de Maio, no qual ela é, pela primeira vez, estabelecida como “influenciada” pelo pintor lituano-brasileiro Lasar Segall, com quem travou uma relação de parceria por 12 anos. Veremos como a artista responde à crítica tanto por escrito quanto através de sua própria obra apresentada no salão, que será interpretada como uma tomada de posição de sua parte. Esta proposta de comunicação é um desdobramento da pesquisa de mestrado desenvolvida no PGEHA USP, intitulada Lucy Citti Ferreira: a parceria como autoria, que analisou a trajetória e a obra e Lucy a fim de auxiliar no conhecimento sobre sua produção, suas particularidades e as relações de parcerias artísticas que estabeleceu.