Tradução e adaptação transcultural da Escala Nijmegen de Consciência de Gênero na Medicina para o português brasileiro
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.16916
A Escala Nijmegen de Consciência de Gênero na Medicina (N-GAMS) mensura a sensibilidade de gênero e as ideologias de papéis de gênero dirigidas a pacientes e a profissionais, mas não dispunha de versão em português brasileiro. Este estudo metodológico traduziu e adaptou o instrumento, avaliou a equivalência dos itens por comitê de especialistas e verificou a viabilidade de sua aplicação. O processo seguiu o protocolo de seis etapas de Beaton et al. e cumpriu as cinco iniciais: tradução, síntese, retrotradução, comitê de sete juízes e pré-teste; a apreciação pelos autores originais está prevista para após a validação. O pré-teste foi aplicado a estudantes do 7º semestre de medicina, com estimativa do alfa de Cronbach, da correlação item-total corrigida e dos efeitos de teto e de chão. Doze dos 32 itens receberam observações do comitê e cinco foram alterados. Responderam 20 dos 80 estudantes convidados, sem dados ausentes nem dificuldade de compreensão. As subescalas de sensibilidade de gênero (α = 0,811) e de ideologia dirigida a pacientes (α = 0,857) igualaram o instrumento original, enquanto a dirigida a profissionais ficou abaixo do limiar convencional (α = 0,677). Nove itens apresentaram correlação item-total inferior a 0,30, e sete deles já haviam sido descartados nas versões portuguesa e francesa. Orientados a avaliar a tradução, os juízes criticaram o conteúdo dos itens. A versão brasileira mostrou-se compreensível e aplicável. A coincidência entre os itens deficientes no Brasil e os descartados em outros países aponta uma limitação do próprio instrumento. A dificuldade dos juízes em separar a crítica ao conteúdo da avaliação da equivalência interessa a futuras adaptações de escalas de estereótipos.