Dirofilariose canina no Brasil: desafios diagnósticos, prevenção e implicações em Saúde Única
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.16546
A dirofilariose canina é uma enfermidade parasitária de elevada relevância clínica e epidemiológica, causada por Dirofilaria immitis e transmitida por mosquitos hematófagos, notadamente dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles (SILVA et al., 2022; SOUSA; LIMA, 2022; BRITO, 2023). No hospedeiro canino, os parasitos adultos localizam-se principalmente nas artérias pulmonares e, em casos mais graves, no coração direito, produzindo alterações inflamatórias, vasculares e cardiorrespiratórias progressivas (SILVA et al., 2022; AZEVEDO, 2023). No Brasil, a doença apresenta importância particular em regiões tropicais, subtropicais e costeiras, onde fatores ambientais favorecem a manutenção do ciclo biológico e a persistência dos vetores (DALL’AGNOL, 2021; SILVA et al., 2022; BRITO, 2023). Além do impacto sobre a saúde animal, a dirofilariose possui relevância em Saúde Única por seu caráter zoonótico e por sua interface com a vigilância ambiental e o controle de vetores (COSTA et al., 2024; BRITO, 2023). O objetivo deste artigo é revisar, em formato narrativo, os principais aspectos etiológicos, epidemiológicos, clínicos, diagnósticos, terapêuticos e preventivos da dirofilariose canina no Brasil, com ênfase nas lacunas assistenciais e nas possibilidades de atuação do médico‑veterinário em contexto domiciliar e preventivo (SILVA et al., 2022; BRITO, 2023; COSTA et al., 2024). Conclui‑se que a dirofilariose permanece subdiagnosticada e subvalorizada no país, apesar da disponibilidade de métodos diagnósticos e de profilaxia eficaz, demandando maior adesão à testagem periódica, educação dos tutores e integração entre medicina veterinária, saúde pública e controle ambiental (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2020; CAPC, 2025; COSTA et al., 2024).