Trajetória profissional de egressos de programas de mestrado acadêmico em Saúde Coletiva e Saúde Pública do Brasil (2014-2023)
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.16506
O objetivo foi investigar a trajetória profissional de egressos de programas de mestrado acadêmico em Saúde Coletiva ou Saúde Pública do Brasil no período de 2014 a 2023. Foi realizado estudo transversal de abordagem quantitativa, que incluiu 553 egressos de 14 programas. Utilizou-se análise de frequência e o teste do qui-quadrado para verificar possíveis diferenças segundo quinquênios (considerando o ano de término do mestrado) e subárea principal (Ciências Humanas e Sociais em Saúde, Epidemiologia e Política, Planejamento e Gestão) de vinculação da dissertação. Considerando as experiências antes do mestrado, 31,3% cursaram residência, 60,9% aturam no SUS e 46,7% no setor privado. Após o mestrado, 33,3% estavam cursando ou tinham cursado doutorado na área da Saúde Coletiva e 12,5% em outras áreas. Em relação à atuação técnico-assistencial, 18,7% atuavam na Atenção Primária (15,7% haviam trabalhado anteriormente), 2,9% em Centros de Atenção Psicossocial (3,1% anteriormente) e 19,5% em hospitais ou ambulatórios (11,2% anteriormente). Quanto à atuação em cargos de gestão, 35,1% atuavam ou tinham atuado anteriormente. Como docente de nível superior, 29,1% estavam atuando (16,6% anteriormente). Cerca de 10% atuaram na docência em ensino superior, na gestão e em funções técnico-assistenciais e 40,9% atuaram em pelo menos duas destas funções. Para 85,8% dos egressos, o mestrado foi “muito importante” ou “importante” para o trabalho atual. Algumas associações foram observadas na análise segundo quinquênio de término do mestrado e em relação à subárea principal vinculada à dissertação. Os resultados reforçam a importância dos mestrados acadêmicos em Saúde Coletiva.