A tensão da desconstrução: autocuidado e saúde mental masculina em estudantes de psicologia
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.15806
O estudo teve como objetivo analisar a dissonância entre a autopercepção do cuidado e as práticas efetivas de saúde mental em homens jovens universitários. Adotou-se uma abordagem quantitativa-qualitativa, descritiva e de campo, com entrevistas semiestruturadas. A amostra foi de 9 (nove) homens, de 18 a 35 anos, finalistas do curso de psicologia que trabalham e estudam. Para a análise dos dados utilizou-se a análise temática e a estratégia estatístico-descritiva. Os resultados apontam que 80% dos participantes consideram o homem brasileiro negligente com a saúde e 66% reconhecem essa negligência em si mesmos. Levantou-se que os participantes demonstram consciência crítica de que "ser homem" é uma construção social e heteronormativa prejudicial à saúde mental. Porém, essa compreensão não se traduz facilmente em desconstrução. Observou-se que os indivíduos se sentem "aprisionados" pela norma cultural, um processo correlacionado à violência simbólica, onde a vulnerabilidade é estigmatizada. Apesar disso, alguns participantes sinalizaram uma abertura para a (re)construção da masculinidade, questionando papéis tradicionais como o de provedor.