Este trabalho é parte de uma pesquisa qualitativa de doutorado que realizou entrevistas em profundidade sobre práticas de cuidados de parteiras tradicionais e analisou como elas têm construído e desenhado suas práticas como ato político de transformação social da saúde. A análise foi construída a partir do marco teórico do pensamento decolonial e do conceito de interseccionalidade resultando nos eixos temáticos: resistência, afetividade e subversão. As práticas de cuidado das parteiras tradicionais podem ser compreendidas como um ato político para proteção dos direitos das mulheres no sistema público de saúde brasileiro. Além disso, buscam seu reconhecimento e remuneração pela atuação que já realizam em seus territórios, em permanente diálogo com o Sistema Único de Saúde (SUS).