O porto seco de Foz do Iguaçu e a reticularização da fronteira
- Publicado
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.15556
O presente artigo analisa o Porto Seco de Foz do Iguaçu como elemento central no processo de reticularização da fronteira trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina. A partir de uma abordagem fundamentada na teoria crítica da geografia, especialmente nos aportes de Milton Santos, busca-se compreender como as infraestruturas logísticas e digitais reorganizam o território, intensificando fluxos de mercadorias, informações e capitais. Discute-se como esse nó logístico reflete e reproduz desigualdades socioespaciais, além de se constituir como espaço estratégico de controle, regulação e circulação no contexto da globalização e da plataformização da economia. O Porto Seco não apenas materializa os circuitos da economia global, mas também revela as contradições entre seletividade dos fluxos e exclusão territorial. Este trabalho contribui para o entendimento das novas dinâmicas territoriais associadas ao território reticulado e suas implicações para a soberania e a coesão socioespacial na região de fronteira.