A escola se configura como um lugar de relações grupais complexas, intensas e heterogêneas e que podem desencadear conflitos e violências. Assim, torna-se necessário investigar a percepção e a experiência dos sujeitos escolares sobre esses fenômenos, pois a compreensão dessa subjetividade permite a elaboração de estratégias de mediação eficazes e contextualizadas à realidade das instituições. Sob essa ótica, este estudo analisou o cenário educacional de Sergipe em dez escolas públicas, com o objetivo de diagnosticar índices de violência e conflito. Metodologicamente, foram aplicadas cinco escalas de clima escolar e uma questão aberta a uma amostra de 1.850 estudantes (50,50% do sexo masculino). Os resultados indicaram percepções de desrespeito dos alunos para com os professores, mas também apontaram a percepção de eficácia da equipe escolar na resolução de conflitos. Observou-se, ainda, um alto índice de bullying (nas condições de testemunha, alvo e agente), com o ambiente online destacando-se como o local prevalente de ocorrência, especialmente entre indivíduos do sexo feminino. Nesse cenário, os dados reforçam a necessidade de ações voltadas à resolução de conflitos e ao enfrentamento da violência nas escolas do Estado, visando transformar o ambiente escolar em um espaço de diálogo e respeito mútuo.