Sociologia em 50 minutos: transposição didática, imaginação sociológica e disputas de sentido na escola pública pernambucana
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- Serveur de preprints
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.17767
Este ensaio apresenta o arcabouço teórico-metodológico de uma pesquisa de mestrado em andamento dedicada a analisar o ensino de Sociologia em Pernambuco no contexto da reconfiguração do Ensino Médio, marcado pela fragmentação curricular e pela redução do componente a 50 minutos semanais. Investiga-se como a agência docente, atravessada pela precarização estrutural, opera a mediação dos códigos sociológicos e quais sentidos para a disciplina são disputados e (re)produzidos em conjunto com os estudantes. A imersão em campo evidenciou a insuficiência do projeto original, pautado pelas representações sociais, motivando a reorientação do referencial para o diálogo entre Hall (2003), Bodart (2024), Mills (1982), Freire (1981), hooks (2013), López (2005) e Collins e Bilge (2021). Metodologicamente, a investigação, de abordagem qualitativa e inspiração microetnográfica, realiza-se em uma Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) da Região Metropolitana do Recife, combinando observação participante, análise documental e entrevistas semiestruturadas. As análises preliminares indicam que a precarização reconfigura as condições do trabalho pedagógico, exigindo uma constante tradução do currículo e a fabricação cotidiana da autoridade docente, em um cenário de intensa disputa pela legitimidade da Sociologia na Educação Básica.