O artigo analisa a contribuição de formadores/as de educadores/as de pessoas jovens e adultas para a permanência do ideário da Educação Popular na formação inicial e/ou continuada da Educação de Jovens e Adultos - EJA. Como questão central, procuramos responder quando, onde e como os/as entrevistados/as trabalharam na formação de educadores/as da EJA ao longo de suas trajetórias. Como caminho metodológico, realizamos um levantamento de nomes de referência na história da EJA e selecionamos cinco formadores/as com trajetórias longevas e diversificadas: Maria Amélia Gomes de Castro Giovanetti (MG), Timothy Denis Ireland (PB), Elza Maria Fonseca Falkembach (RS), Edna Castro de Oliveira (ES) e Sérgio Haddad (SP). Como critério de escolha, buscamos contemplar homens e mulheres de diferentes regiões do país, que trabalharam tanto nas universidades como em outros espaços formativos. Optamos por compreender suas trajetórias por meio do relato autobiográfico, uma vez que esta metodologia permite reconstruir as memórias significativas dessas pessoas. Podemos afirmar que os/as formadores/as de educadores/as de pessoas jovens e adultas contribuem com a formação de outras pessoas de acordo com as experiências que foram acumulando, tendo a Educação Popular um papel importante em suas reflexões-ações-reflexões ao longo da vida.