Da produção à apropriação: um modelo para popularização da ciência em saúde
- Publicada
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.18290
A produção científica em saúde amplia continuamente a capacidade de gerar evidências, tecnologias e conhecimentos, mas sua circulação, compreensão e apropriação social permanecem desafios relevantes. Este artigo objetiva propor um modelo teórico-metodológico para orientar ações de popularização da ciência e democratização do conhecimento em saúde, articuladas ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária. Trata-se de uma reflexão teórica, de natureza analítico-reflexiva e propositiva, fundamentada em literatura sobre comunicação científica, popularização da ciência, comunicação pública da ciência, extensão universitária e ciência aberta, além de documentos normativos e institucionais. A análise permitiu organizar o processo em oito movimentos articulados de popularização da ciência (M8M-PC): produção do conhecimento; seleção e contextualização; definição do público; tradução e adequação da linguagem; produção do conteúdo e escolha do formato; circulação e interação; apropriação e utilização; e retroalimentação da pesquisa. O modelo também estabelece dimensões para planejamento e avaliação das ações, contemplando produção, comunicação, apropriação e retroalimentação. Defende-se que popularizar a ciência não significa apenas simplificar ou divulgar resultados, mas criar condições para acesso, compreensão, diálogo, participação e utilização social do conhecimento. O modelo proposto constitui referência para ações de extensão universitária em saúde e poderá ser posteriormente aplicado e avaliado em diferentes contextos.