Autonomia para elaboração dos projetos de autoavaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil e a ética da liberdade em Michel Foucault
- Publicada
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.17459
Este artigo trata dos processos de autoavaliação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Enquanto modalidade ainda em consolidação como critério de avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil, reconhecemos a necessidade de fundamentar a relevância dessa alternativa. O objetivo da pesquisa consiste em identificar aspectos formativos que justifiquem a continuidade da recomendação. Tomamos como referencial teórico as investigações do filósofo francês Michel Foucault, a fim de compreender melhor o papel autoformativo dessa proposta de autoavaliação. Adotamos, especialmente, suas produções acerca da noção de ética da liberdade e, ao tomá-la como categoria investigativa, entendemos que o modo como a CAPES propõe que os programas de pós-graduação stricto sensu construam seus projetos de autoavaliação é altamente autoformativo, sobretudo porque permite que as relações de poder entre os sujeitos e os jogos de verdade exercidos suscitem potentes processos de subjetivação, capazes de formar os envolvidos para o exercício ético da liberdade.