O Código de Hamurabi como exemplo de arte funcional: uma leitura a partir de Goodman, Eco e Skinner
- Publicada
- Servidor
- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.16194
Segundo Nelson Goodman, em “Linguagens da Arte” (1968), a arte tem uma função linguística, sintaticamente e semanticamente densas. Umberto Eco (1991) entende que os símbolos estão sob controle da sua época (secularizados) e as relações de controle se estabelecem socialmente. B. F. Skinner, em “Comportamento Verbal” (1957), analisa o discurso verbal, em suas capacidades operacionais, pelo modo como as palavras agem no mundo e as consequências. A ação linguística é determinada pela relação funcional estabelecida entre o falante e o ouvinte, conforme estabelecido pela comunidade verbal, do mesmo modo estabeleceremos que a ação artística é uma relação funcional entre a imagem e o espectador, nos termos estabelecidos pela sociedade. Neste trabalho, faremos uma análise funcional do "Código de Hamurabi" (Museu do Louvre). Tentaremos identificar as relações funcionais descritivas, de comando, de modulação de conceitos, de ampliação de conceitos, com base no comportamento verbal.