Este estudo avaliou o efeito da implementação de um programa municipal de residência em Medicina de Família e Comunidade sobre as internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP). Trata-se de um estudo quase experimental, que utiliza séries temporais controladas e dados secundários de hospitalizações no período analisado. Os resultados indicaram redução significativa das taxas de ICSAP após a implementação do programa, com maior impacto em condições crônicas sensíveis à APS. Os achados sugerem que políticas locais de formação em Medicina de Família e Comunidade podem contribuir para o fortalecimento da atenção primária e para a redução de internações evitáveis no Sistema Único de Saúde, especialmente quando sustentadas ao longo do tempo. O estudo reforça a importância da formação profissional como componente estratégico das políticas públicas de saúde.