Prática insuficiente de atividade física no Brasil a partir da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019: o que não é revelado pela classificação baseada nas recomendações
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- SciELO Preprints
- DOI
- 10.1590/scielopreprints.18645
A prática insuficiente de atividade física é fator de risco para as condições crônicas de saúde e, na vigilância epidemiológica, é definida pelo não alcance de 150 minutos semanais na intensidade moderada ou equivalente. Entretanto, esse indicador dicotômico reúne indivíduos com volumes de atividade física distintos. Este estudo analisou a distribuição do volume semanal de atividade física entre adultos brasileiros, em três domínios (lazer, deslocamento e trabalho), tendo como indicador a soma desses, que é o usual de prática insuficiente, e exclusivamente no lazer, segundo sexo e raça/cor da pele, em 2013 e 2019. Trata-se de estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), no qual foram estimadas as prevalências das categorias 0, 1–75, 76–149 e ≥150 minutos semanais. As análises consideraram o desenho amostral complexo, e as associações com sexo e raça/cor foram avaliadas pelo teste de Rao–Scott. Identificou-se que em 2013 a prática insuficiente era de 45,7% e, exclusivamente no lazer, era 77,3%. Em 2019, essas proporções eram respectivamente 40,3% e 69,9%, concentrando-se a maior parte na categoria 0 minuto em ambos os anos. Observaram-se diferenças por domínio, sexo e raça/cor, com maior prática insuficiente entre mulheres e pessoas negras, sobretudo no lazer. Conclui-se que revelar a distribuição do volume de atividade física em categorias adicionais contribui para o monitoramento de políticas públicas e para revelar desigualdades pouco evidentes em classificações dicotômicas.