Esse trabalho representa um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento , em que a questão central é entender como a “música independente” se relaciona com as posições e representações dos agentes de duas cenas relativas a dois recortes temporais e espaciais da zona oeste da cidade de São Paulo: no primeiro, analiso o que chamei de “cena alternativa do Lira Paulistana”, nos anos 80; no segundo, analiso o que chamei de “cena do indie rock paulistano”, uma cena que começa a se formar a partir de meados de 2010 e tende a gravitar em torno da Casa do Mancha, importante reduto do indie rock paulistano e nacional. A partir da pesquisa em materiais de imprensa e da realização de entrevistas, constatei como uma cena local pode reproduzir as lógicas sociais de determinados campos de produção simbólica e, nesse sentido, como a própria noção de “independente” é significada e representada pelos agentes que lá circulam. Nesse trabalho, destaco como o “independente” era construído e significado por esses agentes no sentido de constituir um elemento de distinção cultural.