Introdução: Em 2026, a Política Nacional de Promoção da Saúde completou 20 anos. Esse marco configura uma oportunidade para atualizar o debate acerca de sua implementação e de seus temas prioritários. Embora o advocacy seja amplamente reconhecido como uma estratégia prioritária de promoção da saúde, no campo das práticas corporais e atividades físicas, ele ainda é pouco estruturado e pesquisado. Objetivo: Este estudo, de caráter ensaístico, teve como objetivo apresentar uma proposta de agenda para o advocacy das práticas corporais e atividades físicas, com ênfase na gestão federal do Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvimento: A partir da concepção das práticas corporais e atividades físicas e da promoção da saúde no âmbito do SUS, bem como da reflexão sobre os determinantes comerciais da saúde e suas implicações para o advocacy das práticas corporais e atividades físicas, foram debatidos os seguintes aspectos: por que fortalecer o advocacy; qual agenda deve ser defendida; como deve ser implementado; e quem deve participar desse processo. Considerações finais: O advocacy constitui uma ferramenta estratégica com potencial para mobilizar ações voltadas à consolidação das práticas corporais e atividades físicas no SUS, como política pública de saúde orientada pela equidade e como direito da população brasileira. A criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas apresenta-se como pauta prioritária dessa agenda.