É de conhecimento amplo que a pesquisa em Ensino de Física no Brasil ocorre há pelo menos cinco décadas em um cenário de crescimento das suas práticas científicas. Nesse contexto, o presente trabalho investiga em que medida a expansão da pesquisa em Ensino de Física ocorreu de forma a fragmentar grupos de indivíduos em uma rede de colaboração científica. Os aportes teórico-metodológicos adotados são a teoria de comunidades de prática e a análise de redes sociais, e utilizamos a coautoria como expressão reificada da colaboração científica. O desenho metodológico envolveu análise multi-egocêntrica longitudinal de dezenas de indivíduos mais presentes nas práticas da pesquisa em Ensino de Física, e a avaliação de 1.740 artigos publicados entre 2010 e 2023. Dentre os resultados destacamos uma rede pouco fragmentada em componentes e com um componente que abrange 86% dos indivíduos. Também, que esse grande componente foi formado de forma gradual e progressiva devido a um pequeno número de indivíduos que cruzaram fronteiras socioepistêmicas entre comunidades. Além disso, apontamos que não apenas indivíduos se conectaram em um mesmo componente como também encurtaram as distâncias médias uns dos outros. Ao final, discutimos as implicações dos resultados para a concretização de uma imagem menos metafórica do que possa vir a ser a rede de colaboração científica da constelação de pesquisa em Ensino de Física