O ensino da Arte na educação básica brasileira enfrenta desafios históricos e contemporâneos, como a desvalorização curricular, a redução da carga horária e as dificuldades de engajamento dos estudantes, sobretudo nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo analisar de que modo os jogos e as metodologias ativas, com ênfase na gamificação, podem contribuir para a qualificação do ensino de Arte, articulando ludicidade, experiência estética e aprofundamento conceitual. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e caráter explicativo, ancorada nos pressupostos da Pesquisa Educacional Baseada em Arte (PEBA). Como procedimento metodológico, realizou-se a análise crítica de três propostas gamificadas voltadas ao ensino de Arte: o jogo Memoriarte, o projeto Art & Games e o jogo Museu Portátil. A análise considerou os objetivos pedagógicos, as estratégias metodológicas e os impactos apontados pelas propostas no que se refere à motivação, à participação discente e ao desenvolvimento artístico. Os resultados indicam que o uso intencional e teoricamente fundamentado de jogos favorece a autonomia, a criatividade, o pensamento crítico e o engajamento dos estudantes, contribuindo para a construção de aprendizagens mais significativas. Conclui-se que a gamificação, quando integrada de forma consciente às práticas pedagógicas da Arte-Educação, configura-se como uma estratégia potente para a revitalização do ensino da Arte no contexto escolar.