O objetivo foi analisar a trajetória profissional de mestres em Saúde Coletiva e Saúde Pública, formados entre 2010 e 2024, com formação inicial em Educação Física. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, com egressos de programas de mestrado acadêmico no Brasil. Dos 189 egressos elegíveis, 113(59,8%) participaram do estudo. Realizou-se análise descritiva e estratificada em três quinquênios, conforme o ano de conclusão do mestrado. Quanto às experiências anteriores ao mestrado, 23% fizeram residência multiprofissional, 33,6% haviam atuado no Sistema Único de Saúde e 24,8% em serviços privados de saúde. Após o mestrado, 46% cursaram ou estavam cursando o doutorado em Saúde Coletiva ou Saúde Pública. 19,4% atuaram ou atuavam na Atenção Primária a Saúde, 13,3% em hospitais ou ambulatórios e 3,5% em Centros de Atenção Psicossocial. Na gestão, 26,5% relataram que já atuavam ou atuaram, enquanto na docência em ensino superior este percentual foi de 57,5%. Em relação à percepção da importância do mestrado no trabalho atual, 80,5% consideraram muito importante ou importante. Na comparação entre os quinquênios, algumas importantes diferenças foram observadas. Conclui-se que o mestrado em Saúde Coletiva ou Saúde Pública contribuiu consideravelmente para a trajetória profissional dos egressos com formação inicial em Educação Física.