O presente artigo analisa a rede urbana paranaense à luz das transformações induzidas pelo meio técnico-científico-informacional e pela consolidação do território reticulado como forma espacial dominante na globalização contemporânea. A partir de uma leitura teórico-metodológica que integra os conceitos de fluxos, hierarquia urbana, estrutura espacial, divisão territorial do trabalho e especialização funcional, busca-se compreender a reconfiguração das conexões entre cidades de diferentes níveis hierárquicos. Argumenta-se que a seletividade das conexões e a intensificação dos fluxos imateriais tornam o sistema urbano mais complexo e flexível, desafiando os modelos hierárquicos clássicos. A análise se apoia em estudos do IBGE sobre as Regiões de Influência das Cidades e em referenciais teóricos de Milton Santos, Roberto Lobato Corrêa e Tânia Maria Fresca.