Este artigo relata uma experiência pedagógica realizada em 2024 com 48 alunos do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública mineira, antes da vigência da Lei 15.100/25, que proíbe celulares nas escolas. O objetivo foi avaliar o potencial do Instagram como ferramenta didática para discutir violência escolar, utilizando estratégias síncronas e assíncronas, investigando seu impacto no engajamento e na conscientização dos alunos. A pesquisa descritiva, de natureza aplicada com abordagem quantitativa, empregou observação participante e questionários pré e pós-intervenção por meio das interações em perfil privado da rede social. Os resultados indicam que 97,9% dos alunos consideraram o Instagram viável para aprender sobre violência; 91,6% relataram melhora na compreensão do tema; e 87,5% preferiram métodos híbridos (tradicional + digital). Conclui-se que, mesmo com a nova legislação, as TDICs podem ser integradas pedagogicamente de forma assíncrona e mediada, constituindo um "terceiro espaço" de aprendizagem que promove protagonismo, reflexão e desenvolvimento de competências digitais.